quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Poder dos Elementos em nossa vida


O Poder dos Elementos em nossa vida

Com o fogo a transformação se fez presente... Dancei com as salamandras.

Água, minhas emoções em volta de mim, descia como ondas em meu corpo... Mãos em formas de conchas.

Ventos em meus cabelos, em meu rosto que sentia todo o calor dessa dança sagrada, momento de transformação, renascimento e confiança, o fogo se fez presente. Ele comandava todos os meus anseios, desabafos, cura interior e procurava a minha paz, aquela que precisava equilibrar.

Cânticos para suportar todo o calor presente em espirais dançantes... Voltei, naquela hora, para o útero da Mãe, um lugar em que sentimos o aconchego, o conforto, o amor.

Então, a minha passagem pelo fogo se fez necessária e pulsava em mim...

Água para refrescar e purificar todos os sentimentos... E nesse momento nasci mais uma vez.

A minha passagem entre o fogo e a água, mudanças que renovaram todos os meus sentimentos, pensamentos e corpo. Sentia-me plena e pronta para a próxima passagem.

Então, Água e Ar se apresentaram e me fizeram ter a coragem de superar os meus medos internos, o respirar entre as lágrimas do desespero.

O vento que soprava forte e intenso me dizia para confiar e entregar às minhas inspirações mais profundas.

O vento me levava cada vez mais perto da água e junto as minhas emoções, até aquelas que estavam ocultas dentro do meu Ser, aquelas que eu não esperava encontrar mais...

A água me mostrou o amor e a intensidade que vive em cada Ser e mesmo no desespero do momento, desapegamos até mesmo da nossa própria existência.

Com toda a liberdade que ali estava, precisei me conectar com o conhecimento das minhas virtudes.

Morte e Renascimento dentro de mim, passagens rápidas e intensas.

Naquele instante uma troca foi ofertada, algo que estava comigo ficou em troca de mais um respirar, viver, amar, saudar, dançar e sentir.

Dancei descalça na terra e pude sentir cada pulsar dela, a força que ela nos passa, o calor, a intensidade, o movimento e a estabilidade.

Dançava alegremente com as ondinas, com os silfos e todas as vozes do ar em torno de mim... Nasci mais uma vez!

Terra - Estabilidade, solidez, prosperidade, sucesso, fertilidade, estruturação, força de vontade. Nos campos, nas florestas, nas montanhas, no nosso corpo... Sentimos a força da Mãe Terra. Nela reside a força que nos nutre e alimenta para a vida.

Ar - Conhecimento, inspiração, criatividade, harmonia, liberdade, habilidades psíquicas. Nos ventos, nas brisas, em nossa respiração... Sentimos o sopro da vida vindo do Universo. O ar é o fio condutor que nos une aos Deuses. Inspirar e expirar, onde a vida e a morte se encontram continuamente, ensinando-nos a lição mais importante no ato de viver que é compreender a própria morte, parte inseparável da vida.

Fogo - Energia, vigor, purificação, transformação, mudança, paixão, sexualidade, coragem. No Sol, nas fogueiras, nas brasas, em nosso coração... Sentimos a luz da vida, e a chama acesa dentro de nós, faz brilhar os nossos olhos revelando à força de nosso espírito.

Água - Emoção, sentimento, amor, inconsciente, felicidade, simpatia, intuição. Nos mares, rios, cachoeiras, nas nossas veias... Correm fluídos de vida e de força. A água é a senhora das emoções.

"A Natureza, a Terra, o Universo são nossos grandes iniciadores. É neles que devemos buscar auxílio para que possamos abrir nossos olhos e ver o que esteve diante de nós desde sempre." (Scott Cunningham).

Dançamos os quatro elementos: 

Equilibrando o elemento Água – Dança em cachoeiras, praia, piscinas, cascatas, evocando o elemento água. Movimentos em ondulações, imitando o nadar das sereias.

Equilibrando o elemento Ar – Dança com véus, acendendo incensos, florais, evocando o elemento Ar, despertando a intuição. Respiração e mantras.

Equilibrando o elemento Fogo – Dança com castiçais, velas e tochas, dançar em volta da fogueira, evocando o elemento fogo. Sentindo o calor, luz, energia criativa, a inspiração.

Equilibrando o elemento Terra – Música com batuques, cestas com frutos, flores e saudando o elemento terra. Andar na terra e massagear os pés sentindo a energia e o equilíbrio.

Na visão celta dos Três Reinos, o ar e o fogo pertencem ao domínio do Céu... Bênçãos plenas!

Observação: Uma belíssima jornada xamânica vivida na tenda do suor durante o II Encontro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta, em Cotia .

Por Alëssah Ní Mór-Ríogain 

Tecemos a nossa Essência


Tecemos a nossa Essência

Tecer o dia que nasce;
Uma tarde que se transforma;
Uma noite que se prepara e chega...
Lua que pode mudar e dar formas.
Tecemos a nossa linha de equilíbrio
E saudamos a sabedoria dos nossos ancestrais.
Tecer o que foi perdido e agora mais do que nunca encontrado.
Tecemos a jornada da alma
Para nos sentirmos eternamente plenos.
Tecer... Tecemos e continuaremos a tecer...
As buscas em movimentos,
Assim como as nossas formas...
Hoje sou uma lebre,
Amanhã um lobo, aranha por uma vida inteira.
Corujas sábias...
A Donzela que está em meu coração,
A Mãe que em meu ventre encontro,
Anciã na mente e na sabedoria.
Procuramos a força da água em nosso corpo
Que encontramos em nosso sangue e saliva;
O fogo, o calor do nosso corpo,
Assim quando juntamos as nossas mãos e as aquecemos;
A terra, nosso corpo físico, abraçar as árvores,
Sentir a terra sob os nossos pés;
Ar, nossa respiração, o sopro da inspiração.
Tecemos o nosso dia, a nossa vida, buscamos a totalidade...
Assim dançamos com a nossa vida, com os sentires, com a nossa inspiração.
Dançamos como mulheres Aranhas...
Com os fios que tecem...
Com a energia em movimento...
Com os nossos ciclos...
Tecer cada dia um novo fio...
As descobertas que brilham em nossa alma e se transformam em essência.
Então, vamos dançar cada fio que tecemos!?
Alëssah Ní Mór-Ríogain  

Aranha

A tecelã do Universo está entre o céu e a terra, o seu poder é infinito. Ela constrói, desfaz, fia, captura e renova a sua teia, por isso, ela é um símbolo das forças que mantém a estabilidade cósmica. Inspira a visão, a coragem para transformar os nossos sonhos em realidade, tecer os nossos desejos.

A aranha que apareceu no sonho do Xamã para explicar-lhe sobre a composição do que hoje chamamos de filtro dos sonhos (dreamcatcher), que nada mais é do que um condutor do subconsciente manifestando proteção e auxiliando na evolução espiritual. E nas palavras de K. G. Jung diz que a aranha é como símbolo representativo do Self, trata-se da força interior que emana de quem realmente somos, sombra e luz, claro e escuro, etc.
Assimiladas ao tecer das aranhas, temos as tecelãs que ao longo dos tempos utilizam desse poder ancestral ao fiar as infinitas possibilidades restabelecendo a ordem no caos, dando forma aos seus anseios, saberes e sabores femininos que apenas foram “sufocados” com a chegada da revolução industrial (mazelas do patriarcado).

Manuseando um tear as tecelãs estão frente a frente com a sua inspiração e se entregam totalmente ao trabalho e a arte, traçando todas as suas vontades e transformando-as em realidade palpável.

Mulheres de várias tribos untavam de sangue menstrual o fuso (máquina de tear antiga) para invocar a proteção das Deusas. Mulheres também se reuniam em cavernas durante o inverno para fiar, cantar e dançar, o uso do fuso para fiar também era usado para presságio de conclusões de guerras, como por exemplo, as videntes da Irlanda que usavam pequenas tábuas furadas no meio e giradas com as mãos um método de tecer para prever os resultados das batalhas e cataclismos naturais.

Os cintos decorados e utilizados como objetivos mágicos, também, são citados no decorrer da história.

Cintos longos de lã vermelha e com franjas nas extremidades (chamados Zostra), heranças preciosas das mulheres européias, que eram passados de mães para as filhas e usado em partos difíceis, sendo colocados nos ventres das parturientes, assim como era feito com a reprodução do cinto mágico da Deusa Brigid (chamado brat) que facilitava a concepção e o parto.

Em um poema norueguês do século 11 descreve-se uma cena dramática em que doze Valquírias tecem entranhas humanas sobre um tear feito de espadas e caveiras, cuja canção pressagia o fim funesto de uma batalha e a morte de muitos guerreiros.
Ecos das Deusas tecelãs existem no cristianismo, como são vistas nas cenas da Anunciação de vários afrescos, onde Maria aparece segurando um fuso e o fio passa iluminado acima da cabeça de Jesus, enfatizando a ligação entre o ato de fiar como símbolo do destino, da vida e do nascimento da criança divina.

Fontes muito antigas descreviam a Deusa anciã como Tecelã e Senhora do Destino, enquanto as Senhoras Brancas se deslocavam nas noites de lua cheia carregando fusos, predizendo a sorte ou dando mensagens as mulheres reunidas nos círculos de menires ou próximo aos locais de poder da terra. As camponesas européias deixavam meadas de lã ou linho nestes lugares junto com oferendas de pão e manteiga, na manhã seguinte o pão tinha desaparecido e os fios tinham sido tecidos.

Existem monumentos megalíticos em alguns lugares da Europa como Inglaterra e Irlanda, onde acreditava-se que Fadas gigantes carregavam as pedras em suas cabeças enquanto fiavam e cantavam, como conta na Irlanda que várias colinas e ilhas foram criadas pela anciã Cailleach, que levava pedras no seu avental e as espalhava a seu gosto pela terra. Essa ligação entre seres sobrenaturais, menires e locais de poder telúrico levou à sua “demonização” pela igreja cristã, que as denominou de “pedras do diabo”, onde as bruxas teciam suas maldições e feitiços malignos.

Uma outra semelhança que existe, referente ao ato de fiar das tecelãs é a ligação do cordão umbilical que é cortado para dar continuidade a uma nova vida, sendo que, quando se corta o fio no fuso/tear está se fazendo o mesmo com o que foi criado.

Bênçãos de Inspiração!

Por Alëssah Ní Mór-Ríogain 

http://www.templodeavalon.com/modules/articles/article.php?id=140

A Voz da Macieira


A Voz da Macieira

Macieira tão sábia veio me despertar...
Ela em sua forma de Mãe,
Voz doce e suave...
Despertou-me para uma nova consciência,
Os Sagrados segredos do feminino.
O amor que nutre...
A canção silenciosa ecoando em todo o meu Ser,
Sagrada é a sua música que me conecta com o seu espírito,
Sagrado é o teu fruto que alimenta a minha alma,
Sagrada as suas fases e seus ritmos,
Sagrada a sua dança em espiral,
Seus troncos que me tocam,
Entrego-me em suas folhas...
Suas raízes... A minha força em forma feminina.
Senhora dos mistérios profundos,
Os portais se abriram e por alguns instantes, pude estar em seu Reino.
Lições me foram passadas e outras reveladas...
Guardo seus ensinamentos com gratidão de poder passar adiante...
Honrando os seus mistérios, reverencio a Mãe Macieira.
O feminino tocando o meu ventre e sentindo o seu pulsar...
Macieira que em poucos minutos pode me revelar...
A sua dança vem para curar e equilibrar...
O amor para despertar a doçura de cada alma,
O feminino sagrado que gera os bons frutos.
Eu sou você e você sou Eu...
Desperta minha menina...
Meus braços agora estão a sua espera...
Venha conhecer o meu Reino...
E direi os mistérios... O que lhe faz pensar e sentir a ilha sagrada?
Sim, sou Eu lhe esperando...
Macieira de muitos encantos e amor...
Ouço a sua voz em mim, Sagrada Macieira...
Sementes germinaram... A Dança da fertilidade!
Compartilhando vivências 

As minhas conexões com a Majestosa Macieira aconteceram todas em vivências, em meditações, chás... Essa conexão foi permitida quando "despertei" para um de meus propósitos. Desde então, ela vem me guiando. A Macieira é o meu livro natural e prático, uma ligação direta com o meu SENTIR, sempre me ensinando e orientando como agir.

Vivenciei momentos aos quais poderei desfrutar futuramente, a transformação é algo que pulsa dentro do nosso Ser em essência; quando bate forte, lembra um tambor cheio de sentimentos e emoções.

Começamos a ouvir os sons que estão dentro de nós e nossos olhos ficam mais claros, como se tivesse tirado um véu... A intuição aguça, pois nos mostra um caminho que sempre esteve presente no "velho mundo". Os Ancestrais tinham essa conexão com as Árvores, vários ensinamentos e missões eram passados através da "Voz das Árvores".

Uma conexão que conseguimos quando estamos abertos e em sintonia com a Natureza, passando mais tempo com ela, conversando, meditando, ouvindo os seus sons... Então, de braços abertos fui ao seu encontro, quando ela me colocou nos seus braços, senti sua imensidão, sua grandeza e, também, a de todas as Árvores que nos sustentam.

Sentindo o calor me aquecendo, as folhas me acariciando... A sua voz doce e suave, conversava comigo com firmeza. Sagrada Macieira, gratidão por estar comigo inspirando o meu caminho. Sinto a sua presença forte, sábia em meu Ser...

Em cada respirar...
Em cada Amanhecer...
Em cada Semente...
Pois agora somos UMA.

Bênçãos de Fertilidade /|\
Representação Ogham Quert-Apple - Macieira 

A macieira representa uma escolha de beleza, a beleza da vida e a juventude plena. Está ligada a Avalon ou a Terra Mágica das Maçãs.
Existe um poema Galês chamado "Avellenau" onde Merlim, secretamente, revelou ao seu senhor a existência de um pomar que era transportado de lugar em lugar, para encantar todas às viagens. Ao ignorante, no entanto, não era permito comer desta fruta, porque dentro da maçã continha o formato do pentagrama. Corte perpendicularmente a maçã e os seus segredos serão revelados da forma e na forma.

Avalon ou ilha das Maçãs (Aval = maçã) é o nome da ilha mítica, onde o Rei Arthur foi conduzido para junto de sua irmã Morgana, a fim de ser curado das suas feridas mortais. É aquela ilha onde está o paraíso dos Deuses e Heróis Celtas, o lugar onde se encontram as macieiras da sabedoria que confere imortalidade aos que nela chegam. Em várias mitologias, a macieira é considerada sagrada e venerada como "Árvore do Conhecimento", a regeneradora.

Que assim seja! 

Por Alëssah Ní Mór-Ríogain 

Toques do meu Tambor

O som do meu tambor tem a essência da natureza, a cura.
A minha voz...
O Sagrado... 
Os sons dos animais...
As árvores a cantar...
A inspiração e a canção.
A força da montanha e sua música invisível...
A luz estelar,
Leves como folhas do limoeiro, 
Canto das entradas da terra a brotar.
Vales e montanhas saltitando...
As folhas do amieiro caem por sobre o arvoredo de inverno.
Os raios das estrelas e a luz do luar,
O inverno findou, a primavera desabrochou. 
Como a chuva que cai, flores a brotar,
Em florestas cantam cânticos, sem tristeza.
O som do meu tambor tem as vozes dos Deuses...
A conexão com a Terra...
A viagem para outros mundos...
Os sentimentos fluindo...
As vozes dos meus ancestrais...
As batidas do meu coração se fundindo com o entrelaçar do meu espírito.


Os tambores são instrumentos usados em meditações, rituais e jornadas.

O som nos permite sentir as batidas dentro de nós. As batidas do nosso coração e do tambor são iguais, despertamos a cura interior e o que está em nosso sentir. Permitindo-nos esse elo com os mundos invisíveis e visíveis, a harmonia com a Terra e o equilíbrio.

As mulheres podem sentir os toques do tambor em seus úteros, geradores de vida, assim como a Terra. Podemos sentir a energia da Mãe Terra, o som, os toques e seu ritmo interno. 

Vamos tocar, conectar a nossa força interior e em jornadas nos reencontramos; vamos sentir a energia da Mãe Terra em nós!

Despertar, Curar, Interagir, Equilibrar e Sintonizar.


"O primeiro som que todo ser humano ouve é o som da pulsação da mãe, no líquido carmesim-escuro do útero. O som do tambor nos traz consolo porque faz com que nos lembremos da época em que estávamos em harmonia com a pulsação materna, em um momento de completa vinculação." - Por John O'Donohue.

Bênçãos de Cura /|\

Por Alëssah Ní Mór-Ríogain 
http://www.templodeavalon.com/modules/articles/article.php?id=159

O meu Templo

O meu templo é Sagrado,
O meu corpo é Sagrado,
Sou um espelho profundo...
Inspirações a me tocar...
Sentimentos intensos...
Corpos soltos,

Entrego-me...
Levanto-me e danço,
Apenas os véus,
Celebro o meu templo,
A sabedoria ancestral,
Meu corpo parece um tambor á tocar,
Meus pés saem do chão... Brumas eu sinto...
Então canto bem alto...
E celebro contigo.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Minha Rainha...

Senhora da guerra, das batalhas e de todas as lutas internas.
Senhora que me guia na luz e nas sombras...
Corvos me levam até você,
De ti recebo a minha espada, o manto de penas que me protege e a sua permissão de mais um reencontro...
Que o meu manto de penas seja a tua mortalha.
Renasço, fertilizo, amo e luto.
Minha permissão foi concedida nessa noite escura, lua ancestral...
Me curvo e reverencio...
A vida e todo o seu poder na terra, na natureza e nos ciclos sagrados.

Morrigan minha Rainha.


Alëssah Ní Mór-Ríogain




http://www.youtube.com/watch?v=CfR5lryCclM&list=FLPi9GWf2O--vqlnEKHKaHyw&feature=mh_lolz

terça-feira, 21 de setembro de 2010

OSTARA

Equinócio de Primavera! comemorado no hemisfério Sul em 23/09.
Pela primeira vez no ano, o dia e a noite têm igual duração. É portanto, uma data de equilíbrio e reflexão. A partir daqui os dias tornam-se mais longos e as noites mais curtas, o que simboliza o crescente domínio da luz sobre as trevas, da energia de expansão e libertação sobre as forças da decrepitude invernal.
Neste dia, celebra-se o Festival Pagão* de Ostara, Deusa da Fertilidade e da Primavera, marcando o início da época de plantio, tanto físico como espiritual e o redespertar da vida na Terra.

Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Esta Deusa corresponde na mitologia grega, a Perséfona e na mitologia romana, a Ceres.

Enquanto trocamos as pesadas roupas de Inverno, pelas mais leves de Primavera, que este possa ser um momento de inspiração para rompermos com velhos padrões inerciais que já não nos servem e nos lançarmos em vital auto-renovação, com dedicada entrega ao presente, germinante esperança no futuro, e a força e sabedoria herdada do passado.

Deusa Eostre: É a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus.
A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida.
Ostara associada à fertilidade e aos grãos equivale, na mitologia grega, a Perséfone.
Na mitologia romana, é Ceres. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.
A lenda do coelho da Páscoa tem uma estreita relação com Eostre, pois um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles.
Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse partilhar de tamanha beleza e alegria.
Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio da Primavera, presenteando a todos com seus ovos decorados.
Por isso, os símbolos desse Sabbat são as flores e os ovos coloridos.
Esses ovos enfeitam o Altar e depois são colocados aos pés das árvores ou em vasos com plantas.

Nossa magia Interior: Esse Sabbat que comemora o equilíbrio entre o dia e a noite traz os sentimentos de equilíbrio e interação, sendo o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
É propício para rituais de fertilidade pois é o momento em que a vida se renova.
É o momento de começos, de ação e de renascimento interior… sem amedrontar-se, sem ceder, assistidos pela herança de nossos ancestrais.
Época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a Natureza despertam para uma nova vida.
É o tempo da igualdade, o começo e da abundância de possibilidades.
Fase ideal para nos harmonizarmos, seja no amor, na profissão ou em todas as áreas da nossa vida.
Assim como a Natureza esse também é o momento de plantar e cultivarmos nossas “sementes” (metas e objetivos).
É o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.
Época de transição e de transformações.
Devemos viver esta fase da maneira mais produtiva possível, fazendo com que nossos projetos e desejos sejam renovados com fervor para que possam em outro momento dar frutos suculentos. Dica: Prepare um banho em água perfumada com flores para atrair o amor, a sorte e a saúde.

rrespondências de Ostara:
Cores: verde, amarelo, branco.
Nomes Alternativos: Equinócio da Primavera, Easter, Dia da Senhora.
Deuses: Deuses jovens e da fertilidade e a Deusa, no seu aspecto de Virgem Primavera.
Ervas: tanchagem, lavanda, manjerona, alecrim, lilás, violetas, limão, bálsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, salgueiro, açafrão, narciso, junquilho, tulipa, cravos, verbena, bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango.
Pedras: quartzo branco, quartzo rosa, ágata, lápis-lazúli, amazonita, ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho, citrino.
Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Símbolos: buquês de flores amarrados com fitas coloridas, colar de flores silvestres, sementes e pacotes de sementes amarrados com fitas, ovos pintados
Comidas e Bebidas: Os alimentos tradicionais são os ovos cozidos, os bolos de mel, cremes, leite e iogurte, pães, saladas, as primeiras frutas da estação em ponche de leite.
Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.
Atividades:
· Caminhar pelo campo para colher flores. Enfeitar toda a casa com elas.
· Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
· Plantar uma árvore ou flores.
· Fazer um jardim.
· Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos de fertilidade.
· Levar um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.


Feliz Ostara!